segunda-feira, 23 de abril de 2012

MISTER PAULO OLIVEIRA - UM HOMEM ELEGANTE, UM GENTLEMAN!

NESTE DIA 23 DE ABRIL, QUANDO RECORDO A NOITE EM QUE TIVE O PRIVILÉGIO DE CONHECER UM GRANDE HOMEM, O HOMEM QUE AMEI, LOGO ME VEIO À LEMBRANÇA AS PALAVRAS DE QUEM TEM A SABEDORIA DE VIVER E RESPEITAR A TODOS INDISTINTAMENTE, COMO FAZ, O ELEGANTE PAULO OLIVEIRA: "...É QUE TUDO NA VIDA VEM E EM OUTRAS VEZES, POR ACRÉSCIMO"...
E PAULO, COM QUEM DIVIDO PARTE DE MINHA AMIZADE, QUE DESABROCHOU NO COMEÇO DA DÉCADA DE NOVENTA, ATRAVÉS DA GRANDE E QUERIDA JORNALISTA SALÉSIA DANTAS, PERMANECE COM A SUA DIGNIDADE INTACTA, COM O OLHAR BONDOSO, O SORRISO COMEDIDO, A GARGALHADA QUE SÓ NOS INEBRIA COM SUA ALEGRIA E A VONTADE DE SER SEMPRE FELIZ!
PAULINHO QUE SABE REUNIR A FAMÍLIA - O PAI IDELBRANDO, A MÃE IRACEMA E ELE -, COM AMIGOS DO BEM QUERER, VIVENDO E REVIVENDO EMOÇÕES, MOMENTOS, SOBRETUDO DO MÊS DE JANEIRO, DO SEU ANIVERSÁRIO, ONDE, COMO JÁ DESCREVI UMA VEZ, DONA IRACEMA PREPARA A MELHOR MESA PARA O FILHO AMADO!
PAULO OLIVEIRA - O MESTRE DA FOTOGRAFIA -, ONDE A SUA SENSIBILIDADE FAZ DERRAMAR TODA A ENERGIA DE SUA CRIATIVIDADE EM IMAGENS FENOMENAIS!
O AMIGO PRESENTE. A PALAVRA BOA. O OLHAR SINCERO!
PAULINHO E A GRANDE AMIGA DENISE LINS, AMIGA DE TODAS AS HORAS, COM QUEM DIVIDE ALEGRIAS E VICE-VERSA.
COM A MÁQUINA NA MÃO, UM PERFUME FRANCÊS, SEJA LÁ O QUE FOR, ATÉ MESMO SOB A FRONDOSA MANGUEIRA E A MANGA ESPADA - A MELHOR -, SUA ELEGÂNCIA É CONSTANTE, É PARTE DELE, VEIO COM ELE.
PAULO ENTRE AS FLORES, SUAS CÚMPLICES ADORNANDO SEMPRE E MAIS A BELEZA, COLORINDO OS INSTANTES E AROMATIZANDO O AR!
PAULO OLIVEIRA ENTRE OS SEUS MAIORES SIGNIFICADOS:
PAPAI E MAMÃE!
OH! PAULO, ESSA PALHA, A AREIA DA PRAIA...LEMBRAM-ME A MURIÚ QUE EU CONHECI EM CRIANÇA, COM SEUS NATIVOS, OS CASEBRES...
E PAULO SERTANEJO, ENTRE O XIQUE-XIQUE, OS CARDEIROS, AS JUREMAS...
HOJE, ESTA PÁGINA É SUA!

domingo, 22 de abril de 2012

CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO - AUTORIA DO JORNALISTA PÚBLIO JOSÉ.

PUBLIO JOSÉ

CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO!
Públio José - jornalista
(publiojose@gmail.com)



Um dos personagens de Shakespeare, contagiado pelo conteúdo filosófico que entremeia a obra do respeitável autor, sentenciou: “ser ou não ser, eis a questão”. Você conhece a frase, não é verdade? A partir dessa bela e sonora construção verbal, o mundo não foi mais o mesmo. Centenas e centenas de estudos, teses, trabalhos acadêmicos de toda ordem, encenações teatrais e cinematográficas foram centradas na tal afirmação. Sábios e filósofos gastaram horas e horas de seu tempo - e muita massa encefálica - para refletir, deduzir, aduzir e tentar concluir sobre tão profundo pensamento. Da África a Oceania, do Oriente ao Ocidente, do Oiapoque ao Chuí, nos mais diferentes rincões do planeta a afirmação shakespeariana ricocheteou na alma humana feito relâmpago riscando os céus, adentrando e queimando o intelecto dos homens, incomodando-os e transformando-se em um grande enigma.
Confesso que nunca parei para refletir com profundidade a respeito do seu conteúdo. Mas, de certo tempo para cá, diante da fragilidade dos conceitos produzidos pelo homem, diante da nossa pequenez em relação à grandeza que nos cerca, diante do grande número de perguntas, a grande maioria delas sem respostas, comecei a matutar sobre a questão. O que quis dizer o personagem, além do contexto do diálogo teatral em si? Será que a frase transcende ao seu tempo? Ou será que o conteúdo da frase está circunscrito ao período vivido pelos personagens? Aparentemente a frase é enigmática, misteriosa, profunda. Mas, afinal, para que serve o “ser ou não ser, eis a questão?” Ser o quê? Ou não ser o quê? Másculo, sabido, inteligente, dominador, ditatorial, sedutor, encantador, viril, político, competente, ter escrúpulo - ou não ter? Ser rico, pobre, articulador, bem sucedido, bonito, feio, conquistador?
Ou será que o personagem debatia-se, já naquele tempo, diante do conflito de conviver com a dura realidade do ter ou não ter, eis a questão? Como se sabe, o ser humano é cíclico. Cíclico no ódio que nutre por alguém, cíclico nos ciclos econômicos, políticos, sociais. O odiado de ontem é o idolatrado de hoje - e vice versa. As grandes verdades de outrora não são hoje tão verdadeiras assim. As grandes sentenças, inclusive do ponto de vista jurídico, sofrem contínuas modificações, atualizações e revisões. A Terra já foi tida como quadrada e o louco do Galileu quase que dança na fogueira da (santa?) Inquisição quando apresentou uma verdade diferente. Até a Medicina também cria e curte seus ciclos, apesar de trabalhar com a vida humana, matéria prima tão cara a todos nós. Os celebrados regimes e dietas de vinte anos atrás hoje são menosprezados e até evitados, enquanto novas fórmulas mágicas se sucedem apregoando uma nova verdade. Sacou como somos cíclicos, sazonais, inconstantes, periódicos?
Ultimamente tenho lido e ouvido os grandes arautos afirmarem que o homem é o que crê. Nos cursos de auto-ajuda, em seminários de motivação, nas empresas principalmente, a pregação agora gira em torno da necessidade de levantar sua auto-estima. “Você é grande” berra o novo atalaia; “você pode” esgrima o grande profissional desse emergente mercado. Agora, com esse novo ciclo, temos três realidades distintas a analisar: a turma que defende o ter ou não ter, eis a questão; os que, sonhadoramente, continuam a se inclinar sobre a máxima sheakaspeariana do ser ou não ser, eis a questão; e os que travam uma batalha contemporânea bastante intensa para fixarem na mente popular que a vantagem está no crer ou não crer, eis a questão. E agora, qual a sua opção? Você é pelo que tem, você é pelo que é ou você é pelo que crê?
Tudo isso, aparentemente, pode até ser visto como uma questão banal, mas na verdade a escolha representa uma grande diferença na sua qualidade de vida. O ter é a celebração do materialismo, do consumismo, do egoísmo, de uma concepção de vida baseada na concorrência exacerbada, no ganhar - sempre. O ser é o caminho que lhe leva a concentrar todas as suas ações no seu próprio eu. “Eu sou bom”, “eu sou caridoso”, “eu sou isso”, “eu sou aquilo”... Já o crer é a construção de uma vida lastreada na existência de um Ser superior, um Deus que, pela fé, se revela amoroso, redentor, maior do que você, maior do que os seus problemas e com quem você convive, se quiser, em perfeita harmonia – para vantagem sua. Porque quando o homem não entende um processo, um fenômeno vem o conflito interior, a angústia, a grande indagação. Nessas horas o ter pouco adianta, o ser pouco esclarece, enquanto o crer acalenta, tranqüiliza, revigora, fortalece - e explica. Eu já decidi: no crer reside a grande diferença. Vai embarcar nessa também?

sábado, 21 de abril de 2012

A SPVA - SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS E AFINS REALIZA MAIS UMA CESTA CULTURAL, EM FINAL DE ABRIL.


MUITA MÚSICA, POESIA E VÁRIOS ENTRETENIMENTOS, NO AUDITÓRIO DO IFRN, NA AV. RIO BRANDO.

DATA: 27-04-2012
HORA: 19H

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL POETAS DEL MUNDO RECEBE MAIS UM MEMBRO.

José Hilton Rosa . 

José Hilton Rosa nasceu no município de Araúna, estado de Minas Gerais, Brasil, em 29 de agosto de 1956. Formado em diversos cursos técnicos, (Operador de refinaria, eletrônica; mecânica; eletricidade; tratamento d'água; geração de vapor; contabilidade; psicologia do trabalho; sindicalismo; parapsicologia). Através da imprensa oficial editou na forma independente “Laços de Sangue” e “Choro de Sangue”. Editou em Parceria de Carmo Antunes o livro “INVERSOS”. Em forma de poesias para música lançou “enigmas de sonhos” e “Estranho Desejo”. Com a poesia “Rio Abaixo” O companheiro músico, compositor e também poeta Lázaro Mariano musicou e incluiu a canção no seu CD “Identidade Caipira”. Participou das antologias: “Um canto de amor” – mil poemas a Pablo Neruda, idealizado e produzido por Alfred Asis; Participou da antologia da Associação internacional Poetas Del Mundo, idealizado e produzido pela Poetisa Delasnieve Daspet ;Também da Antologia Poética _ Chile – Tomo I, idealizado e produzido por Luis Arias Manzo. e-mail: joiltonrosa@yahoo.com.br - Belo Horizonte – MG .

quinta-feira, 19 de abril de 2012

FRANKLIN JORGE DIVULGA CARTA DE NILO PEREIRA ESCRITA EM 1984.

FRANKLIN JORGE
NILO DE OLIVEIRA PEREIRA - 1909 +1992

A carta abaixo reproduzida foi escrita há 26 anos pelo escritor cearamirimense radicado no Recife, ex-deputado estadual por Pernambuco, secretário de estado e presidente da Academia Pernam-bucana de Letras, Professor da Universidade Federal de Pernambuco, Nilo Pereira, um dos grandes humanistas literários do século passado, ganhador do Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras. Morreu em 1992, aos 82 anos.
Nilo, que conheceu Franklin quando ele ainda era um jovem entrando na adolescência, e desde então criou-se um laço de amizade que perdurou até a morte do autor de “A Rosa Verde” e “Imagens do Ceará-Mirim”, livros canônicos do acervo cultural do Rio Grande do Norte.
Eis o que ele escreveu:

“Recife, 28 de julho de 1984

“Meu caro Franklin Jorge:

“Hoje, você tem me atormentado. Reli livros seus. Principalmente o seu livro-síntese: - Jornal de bolso. Nele o escritor, o poeta, o artista, o homem tudo, corpo e alma, está todo inteiro. Talvez mais corpo do que alma. Mas, sempre espírito. Que talento o seu, meu caro Franklin Jorge!
“Falam muito na sua coragem, inclusive na coragem de ser injusto, como terá sido em alguns momentos com homens e instituições. Eu diria que isso é autenticidade. Você diz o que quer, porque ama a você mesmo. Sabe que a vida é boa de ser vivida enquanto se afirma como um poema escatológico. Como um evangelho escrito a várias mãos.
“Você é neto de Eça de Queiroz e bisneto de Voltaire. Tanto quanto é irmão de Baudelaire. No Ceará-Mirim só houve dois inconformados: você e Juvenal Antunes; dois irreverentes; dois diabos que não blasfemam, porque acreditam em Deus. Satã pensa que você é um dos dele; e Deus pensa a mesma coisa. E, afinal, você de quem é? Creio que dos dois. Um poeta abissal, proclama Antonio Carlos Villaça, nosso irmão em Cristo.
“Como pensei em você, lendo os Poemas Diabólicos & Dois Temas de Satã! Temi pelos seus passos. Para onde vai ele, em sua Divina Comédia? Repetirá o Dante: atravessará as estâncias sobrenaturais e chegará ao Céu, onde já encontrará Juvenal Antunes, o renegado.
“Quem é você, meu caro Franklin Jorge? Eis a pergunta que faço a mim mesmo. Quem o definiria melhor do que Villaça? Veja como você perturba. Hoje, foi um raio que caiu na minha árvore. Porque você vem das grandes trovoadas, como Teixeira de Pascoais. Dos mundos imprevistos. Da sideração das estrelas. Ou do reino de Plutão, horrendo e escuro, de que fala Camões. Veja que é sempre num grande poeta que você termina ou começa de novo.
“Estou, há tempos, para lhe escrever. A tarde vai caindo, como num romance qualquer. Que caia. A fatalidade acompanha o crepúsculo. Nós todos somos seres crepusculares, isto é, em transição da claridade para as trevas.
“Você pluraliza a angústia humana. Vê por mil olhos o drama da vida. Ri de quase tudo; mas também chora. Ninguém está seguro ao seu lado. O mito é você. Sei que Natal está aos seus pés. E você, um jovem Satã, oferece o resto do mundo a quem o adorar. Não precisa. Todos o admiram.

Abraços.

Nilo Pereira”