terça-feira, 24 de maio de 2011

GIBSON BARBOSA, MEMBRO DA ACLA, FILHO DO VALE VERDE, TAMBÉM LUTA PELA SALVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO VALE.

CASA DE BANHOS DO GUAPORÉ
AO LONGE O GUAPORÉ E A CASA DE BANHOS

MINHAS PALAVRAS

O escritor, pesquisador e fotógrafo - Gibson Machado - (Ceará-Mirim),
não precisa sair do vale à cata de suas inspirações. Basta ter nascido
no vale verde para sentir a grandeza da beleza pairando sobre seus rios, sua praça, a matriz da senhora da Conceição: gorda e nobre, a cidadezinha, a gente, os escombros do velho Oiteiro, do Guaporé agonizando, pedindo socorro, e tantos outros engenhos surrados pelos ventos eólios, numa erosão de agonia e dor!
Gibson Machado, traz essa paisagem em seus olhos e na sua alma inquieta, buscando reviver aquele tempo d´outrora, capturando imagens que servem à alegoria dos seus olhos.
Gibson que tanto respeito dedica ao passado, aos patrimônios que vão
perpetuando a história de Ceará-Mirim e dos meus ancestrais.
Nesta página, ele invoca Nilo Pereira - maior cronista literário dos
últimos tempos, encantado em 1992 e imortalizado em suas sessenta?
cinqüenta obras?
Aqui Gibson traz a poesia da Rosa Verde, imaginada pelo menino Lauro
(pseudônimo que Nilo Pereira inventou para recriar um tempo perdido e o Verde Nasce, o oiteiro e o Guaporé!
Vamos ler trechos da Rosa Verde, pelo capitão da grande viagem -
Nilo Pereira - e o guardião do tempo - mensageiro: Gibson Machado.
Obrigada por mais esta homenagem a Nilo Pereira a ao velho solar.

Lúcia Helena Pereira

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A Rosa Verde existe, diz Nilo Pereira, filho do Verde Nasce e neto do Guaporé. “É preciso ter olhos de infância para encontrá-la. No meio do canavial, escondida, tímida, ela floresce. Perde-se no colorido denso do vale. Só uma criança pode vê-la.
A Rosa Verde existe...não era bem uma rosa verde, mas, uma linda e frágil, rosa amarela...simbolicamente, uma Rosa Verde... a minha Rosa Verde.
Foi assim que eu a encontrei, entre plantas aquáticas, flutuando no heroico Rio Água Azul. Haviam feito uma limpeza na área, onde seriam plantadas mudas de cana, para a nova safra da usina.
O som da água corrente me chamou a atenção e, logo atrás da casa de banho do engenho Guaporé, descia majestoso, o resistente rio Água Azul, cortando o vale e deixando suas marcas milenares no canavial.
Observei que a terra estava removida e a margem esquerda do rio parecia ter sido totalmente revirada. Nada o protege das intempéries naturais, podendo ser soterrado pela argila depositada às margens de todo o seu curso. Demorei alguns minutos olhando aquela paisagem sem vida.
Uma bomba retirava a água do rio para irrigar a plantação de cana e muitos gaviões e carcarás sobrevoavam o vale em busca de comida... faziam uma festa!!!
Desci um pouco para me aproximar da bomba e fiquei surpreso quando vi a rosa amarela, tão frágil, tão bela, estava lá, banhada pelos raios luminosos de um sol ardente que ao refletirem nas pétalas, pareciam uma luz divinal...
Sua luminosidade me fez recordar o grande neto daquela casa senhorial, Nilo Pereira, e um filme foi passando e repentinamente via aquele lugar cheio de gente, cambiteiros, meninos correndo e sinhás sendo levadas para o banho matinal na secular casa de banho em frente ao velho solar.
Não pude me conter e uma tristeza imensa envolveu todo meu ser... Como poderemos salvar o centenário casarão??? Como é possível pessoas inteligentes deixarem que um marco histórico e cultural como o guaporé agonize e seja engolido pela estupidez e insensatez das autoridades (IN)competentes???
É preciso enfrentar os infortúnios suscitados pelos responsáveis diretos daquele patrimônio com determinação e exigir que a justiça faça seu papel e determine a imediata restauração do casarão e de toda a área em volta do mesmo.
Os filhos de Ceará-Mirim não devem deixar que a memória da cidade seja roubada pela ganância, ignorância, insensibilidade de alienígenas que borboleteiam no vale em busca no próprio sucesso, esquecendo que, aqui, existiram pessoas e famílias inteiras que construíram uma história às custas de muito suor e sangue!!!
Não merecemos continuar derramando o mesmo suor e sangue... parece que a larva continua viva, devorando o consciente dos inconsequentes... Preciso confiar na tenacidade de minha rosa amarela... firme, viva, solitária, porém, sonhadora, acreditando que uma catarse poderá revigorar nossas quimeras seculares!!! Ave, ave, minha rosa amarela!!!


http://gibsonmachadocm.blogspot.com/

FOTOS DA CASA DE BANHOS: GIBSON MACHADO

O GUAPORÉ AGONIZANDO! O TEMPO DESTRUINDO A SUA ARQUITETURA DE MEADOS DO SÉC. XIX. A VISÃO IMPONENTE DA CASA DO BARÃO MANOEL VARELLA DO NASCIMENTO


ROBERTO PEREIRA - FILHO DE NILO PEREIRA EMPREENDENDO ESFORÇOS, JUNTO AOS ÓRGÃOS COMPETENTES (ELE QUE É O HOMEM DO ALTO ESCALÃO DO TURISMO DE PERNAMBUCO), EM PROL DA RESTAURAÇÃO DO SOLAR ANTUNES, A CASA QUE PERTENCEU AOS NOSSOS ANCESTRAIS.
SOLAR GUAPORÉ - MUSEU NILO PEREIRA - XILOGRAVURA POR GORETH CALDAS (1994)
Lúcia Helena:

Eu, como você bem sabe, militei por muitos anos na seara da cultura, onde ainda permaneço pelo viés desta com o turismo. Assim, à Camões, acolhi e recolhi o “saber de experiência feito”. Sem jactância, arrisco-me, à condição de filho do meu saudoso Nilo Pereira, a emitir o seguinte parecer (parecer não é para ser, mas, ...!!!), sem antes lhe abrir os seguintes parênteses:

PRIMEIRO PARÊNTESE:

(Há mais ou menos 3 anos consegui do Ministério do Turismo, que tem uma rubrica para restauração de monumentos que tenham atratividades turísticas, um convênio no valor, à época, coincidentemente de R$ 300.000,00, para obras de restauro do Guaporé. Todavia, reunidos com técnicos da Prefeitura do Ceará Mirim, gestão da Prefeita Edinólia Melo, esposa do ex-governador e ex-senador Geraldo Melo, casal que depois recebi aqui no Recife, no meu gabinete na CTI Nordeste, vimos, eu e os técnicos, por opinião minha que era melhor devolvermos os recursos. Por que? Porque o valor liberado, apesar da contrapartida da Prefeitura à base de 10%, era insuficiente para o restauro completo. Com esse montante, far-se-ia apenas a instalação hidráulica. Perguntei: e depois? Depois, eis a fatídica resposta: “a casa continuará desabitada”).

SEGUNDO PARÊNTESE:

(Geraldo Melo, foi quem repassou à Fundação José Augusto, por comodato, o engenho pelo período de 99 anos, tempo máximo legalmente permitido. O meu pai, quando da entrega do Guaporé, após a restauração concluída, no seu discurso, vaticinou: “se a casa não tiver uso, voltará à ruína.”)

TERCEIRO UM PARÊNTESE:

(A preservação de um monumento, Lúcia Helena, você sabe bem, enfrenta dois inimigos avassaladores e acachapantes: o mau uso, um; o desuso, outro. No caso do Guaporé impera o desuso e, quando da moradia do vigilante/caseiro e, depois, das invasões, o mau uso. O Guaporé está entregue à própria sorte, malsinado o seu desuso. Então, ou o engenho é restaurado por completo e a ele é dado um uso, ou o dinheiro sai pelo ralo, como se diz no jargão popular).

O MEU PARECER À SUA CONSIDERAÇÃO:

Os R$ 300 mil agora disponibilizados, uma surpresa agradável porque sei, por fonte governamental, que o estado do RN passa por séria dificuldade de fluxo de caixa. Idem, as prefeituras. Idem, idem, a prefeitura do Ceará Mirim. O Governo Federal, de onde se poderia alocar recursos – e são muitas as fontes, a exemplo do Ministério da Cultura, o do Turismo, as Leis de Incentivo à Cultura, os patrocínios, a exemplo da Petrobras, da CEF, da Chesf, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste (Prodetur), do Projeto Monumenta (Min. Da Cultura), o Sebrae. Só que o Governo Federal está impedido, neste período eleitoral, de conveniar com os estados, embora liberado para as Prefeituras, todavia, no ocaso de gestão implica em recolhimento para um final que se deseja de boa saúde financeira. A mesma coisa ocorre com os organismos aqui citados para um possível patrocínio. Assim, entendo que os R$ 300 mil aqui anunciados são muito bem recebidos considerando a justeza da causa em tela. Entrementes, somente aconselho o uso dessa verba se a ela for agregado um outro montante que encete a conclusão das obras de restauro, sob pena de se gastar em vão. Depois, uma restauração deve ser muito bem feita, nela não cabendo as chamadas “gambiarras”, tampouco as “maquiagens” do gosto de alguns sabidos. Uma coisa boa era se fosse viável se aproveitar o momento político para se assegurar emendas parlamentares junto aos deputados federais, incluindo-se os senadores. Ou emenda de bancada. Ou emenda regional, neste caso se impõe uma ação conjunta com os deputados do NE brasileiro, uma iniciativa fácil se levada em conta a importância da obra para a Região. Outra medida seria colocar o montante necessário no OGU (Orçamento Geral da União), iniciativa não muito difícil. Para o convênio - vale lembrar - a Prefeitura ou órgão conveniado teria que alocar, a título de CONTRAPARTIDA, 10% sobre o montante a ser alocado, contanto que os recursos liberados correspondam a 90% sobre o total. Essa injunção, recentemente aprovada através de IN 107, por se tratar de juros compostos, faz crescer a CONTRAPARTIDA que ficaria próxima a 11% do valor conveniado. Assim, os R$ 300 mil agora anunciados, podem servir – e muito – para a CONTRAPARTIDA. Portanto, precisamos de políticas públicas no trato dos fazeres e saberes culturais, coisa pouco usual.
Enfim, louvo muito - e agradecido fico, enquanto filho de NP, pelo que deixo aqui registrado o meu pendor de gratidão, também em nome de minha mãe, Lila, - com o aceno dos R$ 300 mil. Apenas, sugiro que essa verba somente seja usada quando a ela se agregar, repito, um montante suficiente à restauração completa. O uso já se tem: a Fundação Nilo Pereira, o suficiente para que o monumento se conserve na sua inteireza.
Por fim, mais um detalhe: após as minhas últimas reuniões, há 3 anos, viu-se que a Prefeitura não estava com o projeto do restauro pronto. Pior: não dispunha das previsões dos custos. Isto é, do orçamento à consecução da obra. Assim, qualquer dinheiro fica à mercê do total, sem que se saiba se é suficiente ou não. Atualmente, sinto que esse óbice já deve estar superado.
Essas ações, prezada prima e amiga - Lúcia Helena - você, árdua defensora do Guaporé e do Ceará Mirim como um todo, de Nilo Pereira, a quem os Pereira tanto devem nessa sua preservação à memória de NP, parecendo mantê-lo vivo ou redivivo a cada iniciativa sua, o meu muito, muitíssimo obrigado por este gesto seu de me enviar este e-mail tão pródigo nos passos que se deve dar rumo à restauração do Guaporé, além de sua “eterna vigilância”.
Peço-lhe, Lúcia Helena, que transmita ao Pedro Vicente essas minhas ponderações, todas no melhor espírito de bem servir à causa em questão, e que, filho de Nilo Pereira, somente posso ter para com ele o melhor sentimento de reconhecimento e gratidão. Se nada for feito, o gesto dele ficará nos corações de todos os Pereira.
Espero, na culminância, repetir os franceses: “Tout est bien qui finit bien” (“Tudo vai bem quando acaba bem”.) Desculpe-me a petulância
da tentativa de tradução, quando, você, Lúcia Helena, é mestra no assunto

Afetuoso abraço do primo,

Roberto Pereira

segunda-feira, 23 de maio de 2011

IDEARTE PRODUÇÕES APRESENTA, NESSA QUINTA, 26 DE MAIO: FAFÁ DE BELÉM E DODORA CARDOSO - DUAS GRANDES ESTRELAS.

IDEARTE TRAZ DUAS GRANDES ESTRELAS PARA O TEATRO RIACHUELO, EM 26-05-2011.
PRODUTOR CULTURAL - AMAURY JÚNIOR
FAFÁ DE BELÉM - PIANO E VOZ - FESTEJANDO ANIVERSÁRIO DE 35 ANOS DE PROFISSIONALISMO, SOBRE O PALCO DO TEATRO RIACHUELO.
DODORA CARDOSO -
A GRANDE STAR POTIGUAR ABRIRÁ O SHOW!
DATA: 26-05-2011
HORA: 21 HORAS
LOCAL: TEATRO RIACHUELO

PARABÉNS A DUAS BRILHANTES E QUERIDAS FIGURAS DESTE BRASIL BRASILEIRO, PELA PASSAGEM DOS SEUS NATALÍCIOS.

ARNALDO NETO GASPAR EM 18 DE MAIO
JOSÉ AGRIPINO MAIA NESTE 23 DE MAIO.
PARABÉNS E VOTOS DE MUITA SAÚDE E CONTÍNUAS ALEGRIAS!

PARA A POETISA DAS FLORES, MINHA AMIGA LÚCIA HELENA, PELO DIA DO ABRAÇO. BEIJOS, MASÉ SOARES.

MEUS AGRADECIMENTOS ÀS MENAGENS ENVIADAS PELO DIA DO ABRAÇO E ESTA, DE MASÉ SOARES, ESCRITORA GOIANA.
OBRIGADA MASÉ, EU TE AMO!

sábado, 21 de maio de 2011

LUKRUS EVENTOS E PRODUÇÕES APRESENTA: PROJETO LUCINHA LIRA IN CANTO, ANIVERSÁRIO DA CANTORA E OUTRAS ATRAÇÕES..

REVIVENDO EMOÇÕES
LUCINHA LIRA FESTEJA IDADE NOVA NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, 24 DE MAIO, NO OLIMPO RECEPÇÕES DA HERMES DA FONSECA, ÀS 20 HORAS, COM A ORQUESTRA AMISTAD.
S E R V I Ç O

Dione Melo
(84)9179-1481
vidaemfesta@hotmail.com

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O SUCESSO DA DICIONARISTA DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES, EM PORTO ALEGRE/RS, DE 14 A 17 DE MAIO, CONFRATERNIZANDO-SE E AUTOGRAFANDO O DICIONÁRIO (01)

DICIONÁRIO DE MULHERES AUTOGRAFADO EM PORTO ALEGRE/RS, DIA 17-05-2011, NO MEMORIAL/RS.
DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES -
AUTORA DO DICIONÁRIO DE MULHERES
O SALÃO DO MEMORIAL DO RS COM A INTELECTUALIDADE PRESENTE AOS AUTÓGRAFOS DE HILDA FLORES.
HILDA CERCADA DE INTELECTUAIS
A FILA PARA OS AUTÓGRAFOS IA SE MULTIPLICANDO
ESCRITORAS E A GALEGÜINHA FILHA DE HILDA FLORES
ESCRITORAS BIOGRAFADAS
FILA DOS AUTÓGRAFOS
PRESENÇAS QUERIDAS DA AUTORA
ESCRITORAS
ESCRITORAS
ESCRITORAS
ESCRITORAS
ESCRITORAS
SUCESSO ABSOLUTO NOS AUTÓGRAFOS
ILUSTRES PRESENÇAS
INTELECTUAL DO RS
ESCRITORAS BIOGRAFADAS
Hilda Agnes Hübner Flores é autora do Dicionário de Mulheres.
Obra construída ao longo de muitos anos de pesquisa, espelha o fazer da intelectualidade feminina no Brasil, desde o surgimento do primeiro livro, em meado do século XVIII, até os dias atuais.
O lançamento do Dicionário teve lugar no Memorial do RS, na Praça da Alfândega de Porto Alegre, no dia 17/05/2011. O evento, a partir das 17 horas, reuniu grande número de intelectuais e admiradores da autora, que autografou o Dicionário ao longo de várias horas.
Em suas 800 páginas, o Dicionário reúne vários milhares de verbetes de escritoras de todos os Estados do país, centenas deles com fotografias. Sabemos que, desde sua primeira edição, vem motivando vários tipos de pesquisas universitárias, agora certamente em aumento, face ao maior volume de informações que a 2ª edição oferece. Cabe lembrar que o Dicionário leva o selo da Editora Mulheres, especializada em publicar literatura feminina selecionada, assim concorrendo para preservar a memória feminina do país.
No dia imediato ao lançamento, um almoço de Confraternização, no 16º andar do Everest Hotel, propiciou um ambiente de troca de vivências
entre as escritoras "de casa" e as honrosas visitas de intelectuais procedentes de vários Estados, desde o Amazonas, Recife, Brasília, Juiz de Fora/MG, S. Paulo e S. José do Rio Preto, além da romancista Margot Weide, radicada há 20 anos em Bonn, Capital da Alemanha.
Após o almoço, as visitantes ainda tiveram oportunidade de
conhecer a Catedral, o Palácio do Governo e o Teatro S. Pedro, no entorno da Praça Mal. Floriano, onde encantou o belo e significativo monumento a Júlio de Castilhos.
A LITERATURA BRASLEIRA GANHA ESSA MEDALHA, MAIS UMA VEZ: A DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES!