sexta-feira, 6 de maio de 2011

O I/MUNDO DA EDUCAÇÃO EM CULTURA VISUAL - BELIDSON DIAS - QUERIDO AMIGO QUE EU HAVIA PERDIDO DE VISTA.

ESCRITOR - BELIDSON DIAS

OLÁ, BELIDSON, MEU FOFINHO, SE VOCÊ TIVER OPORTUNIDADE DE ACESSAR ESTE MEU BLOG, SAIBA QUE SOMENTE AGORA VI O RECADO DA NOSSA CLACLÁ (CLARICE VERAS - SEBRAE-DF) NA LIXEIRA (NÃO SEI COMO OCORREU), ACERCA DO SEU LIVRO. E, POR ACASO, ACESSEI O GOOGLE PARA VER UMA FOTO SUA E ENCONTREI O BLOG DO MEU AMOR RODRIGO MEDEIROS E TUDO QUE PRECISAVA. CLACLÁ NÃO FALOU SOBRE HORA E DIA DO LANÇAMENTO DO SEU LIVRO. TALVEZ SUA TIA LULA (LÚCIA HELENA) NÃO CHEGUE LÁ, OU TALVEZ JÁ TENHA HAVIDO O LANÇAMENTO, NÃO SEI DE NADA. TIVE UMA SEMANA MUITO CHEIA DESDE O DOMINGO, DIA 01 DE MAIO, HOSPEDANDO A ESCRITORA MARANHENSE - DILECY ADLER - QUE VEIO, PARA O LANÇAMENTO DO DICIONÁRIO DE MULHERES (ORGANIZADO POR MIM), NO SALÃO NOBRE DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO, NA SEGUNDA, DIA 02-02 - NOITE APOTEÓTICA - MEMORÁVEL! O DICIONÁRIO É DA GRANDE ESCRITORA GAÚCHA - DRA. HILDA AGNES HÜBNER FLORES.
VOCÊ AINDA TEM AQUELE ACONCHEGANTE APARTAMENTO DA AVENIDA DA INTEGRAÇÃO? SOUBE QUE JÁ ESTÁ À TODO VAPOR MINISTRANDO AULAS EM BRASILIA - QUE MARAVILHA!
PERDI O CONTATO (E-MAILS, SE PUDER MANDE PRA MIM) COM OS QUERIDOS RODRIGO MEDEIROS, CLÁUDIO, CLARICE VERAS (QUE AGORA É VILALBA), LUCIANO, TÁ BOM?
QUANDO RETORNOU DE VANCOUVER-CANADÁ, ONDE FEZ BONITO (NÃO PODERIA SER DIFERENTE), EU AINDA TINHA CONTATO COM CLACLÁ.
VOU PASSAR NA SICILIANO E ADQUIRIR SEU LIVRO QUE VI PELO GOOGLE. ALIÁS, VOCÊ ESTÁ DIVULGANDO BEM, JÁ AUTOGRAFOU NA UNB/DF E VAI PARA BRASÍLIA, NÃO? QUE BOM BEL!

UM BEIJO, MEU AMOR!

TIA LULA

poemar704@hotmail.com
www.outraseoutras.blogspot.com

www.rodrigomedeirosblog.com

DAS ÁGUAS DO TEJO DEIXO DERRAMAR O HÚMUS DA POESIA E SENSIBILIDADE DO POTENGI, NAS PALAVRAS DE CARLOS MORAIS DOS SANTOS.

CÔNSUL POETA DEL MUNDO DE LISBOA
CARLOS MORAIS DOS SANTOS

TER VIDA E NÃO IDADE


Julgo que esta "filosofia" de vida - “Ter vida e não idade” - é tão importante para os jovens que começam a dar pela passagem do tempo, como para aqueles "jovens há mais tempo", que procuram viver cada pedaço do tempo real - que é a vida de cada momento do presente – com o espírito de que a vida, em cada novo dia, é sempre nova, e deve ser vivida como um novo amor, uma nova esperança, um novo contentamento, um novo encantamento, uma possibilidade de aprendizagem, de partilha, de renovação !
Por isso, embora nem sempre o consigam, qualquer que seja o sofrimento que os atinja, acompanha-os a esperança de renovação para fazerem de cada novo dia, de cada momento presente, uma nova vivência de amor à vida. E só ama a vida quem é capaz de amar o outro como a si próprio… e, assim, de renovar o próprio amor !
Para mim, é tão belo, esplendoroso e colorido o nascer do sol, como é o pôr-do-sol.
É por isso que uma fotografia de um ou de outro momento se assemelham!
Eu quero continuar a abraçar a vida como um “Arco-Íris” abraçar o horizonte em todas as luminosas cores!
Mas tal como o Arco-Íris se oferece a todos que o queiram contemplar e com esses partilha o seu esplendor, sempre vivo, sempre novo, eu quero alargar o meu horizonte e sentir mais a beleza das cores de um Arco-Íris de vivências partilhadas se unindo, misturando !
Há tanta vida no contentamento, como há no sofrimento, mas, para algumas pessoas, há tanta negação de viver amando, num caso como no outro. Para algumas dessas pessoas que julgam ter algum contentamento, esse aparente “bem-estar” e o amor que julgam sentir, é só egocêntrico, é só deles para eles, não partilham, nada dão, só se comprazem em receber.
Eu teria um “contentamento descontente” e um sofrimento mais sofrido se, apenas, contasse a minha idade, contasse o tempo, e não a vida, porque a vida não existe no singular - viver é partilhar. Nesse caso, lamentaria tanto não ter mais os contentamentos (egocêntricos, egoístas) do passado, quanto os sofrimentos de um presente. Casos há de quem vive descontente no presente, tanto pelos contentamentos, como pelos sofrimentos. São os “descontentes de contentes” e os sofridos para além do sofrimento.
Por isso, para esses, não há vida, há só tempo, lamento, desgastando o tempo - passado, presente e até futuro. Essas pessoas sim, só vão tendo idade, mas não vida!

Eu não tenho idade, vou tendo vida !


PESSOAS SEM ABRIL

Já a minha débil pessoa declinando vai
Mas com Pessoa hei-de permanecer
Até ao último sopro, meu derradeiro Ai
Respirarei Pessoa até me desvanecer

Ele me eleva como pessoa, é meu alimento
Dele, como e bebo palavras, essência do SER
Com ele aprendi a sublimar o sofrimento
Que a mediocridade arrogante pode fazer

De meus devaneios, sonhos e vãs esperanças
Do meu acreditar nos homens e sua redenção
Ficaram das decepções amargas lembranças
Por que faliu o humanismo e o triunfo da razão

E se mais Pessoas houvera nele em Pessoa
Para falar de coisas belas e de justos ideais
Mesmo agora que seu génio e estro mais ecoa
Há mais pessoas a se nutrirem de pecados venais

A minha pessoa não se corrompe de indiferença
Enquanto me alimento de Pessoa e bebo da poesia
de Torga, de Natália, de Sofia, e sinto a presença
De Camões, de Régio e de Almada, terei a energia

Se minha pessoa declina, se desvanece e sofre à toa
Porque se esgota a minha esperança, mas não o ideal
De vir a ser verdade a Pátria de Camões e de Pessoa
E de finalmente ser cumprido esse desejado Portugal

Oh meus 38 anos de ditadura mas de viva esperança
Pesam-me agora 36 de medíocre e injusta democracia
Que o adágio que diz que quem espera sempre alcança
Morre na garganta do povo pobre que não viu o Novo Dia

"Oh, sub-alimentados do espírito" clamava Natália, infeliz
"A poesia é para se comer", regada a bom vinho cultural
"Pergunto ao Vento que passa, notícias do meu país",
Canta Alegre. Não se cumpriu Abril nem ainda Portugal

Mas onde está essa pátria amada feita de Fraternidade
Onde a liberdade e a democracia seja mais que formal
Onde o pão da boca e do espírito alimente com equidade
E não empanturre de indigestão os vampiros de Portugal

Oh sedentos de poder, sem SER, gananciosos de capital
Ouçam os poetas e a maioria silenciosa que sofre carências
Oh gananciosos corruptos que desvirtuaram o Abril Ideal
Bebam mais de Pessoa e de outros. Políticos de indecências!

Oh pessoazinhas arrogantes, da baixa política trapaceira
Oh pessoas pequeninas, medíocres, egoístas, sem ideal
Oh profissionais dos partidos de estar na vida matreira
Oh estadistas que só promovem o vosso poder pessoal

Ocupem-se a cumprir Portugal como reclamava Pessoa
Portugal não é pobrezinho, vocês é que são pequenotes
Dos Grandes é que reza a história e, de vocês, de alma vazia,
ficará o clamor do povo, a voz da pátria magoada que ecoa!
Portugal seria bem rico se governassem sem tantos desnortes

Acreditem, senhores, nos poetas patriotas e nas lições de poesia
Pois vossos erros, desgovernos, ganâncias e egoísmos fortes
Serão as pequenezas e vilezas que lembraremos sem nostalgia.
O 25 d`Abril fez-se não para vós mas para o povo de más sortes
A quem ainda não chegaram os cravos de Abril, a flor da alegria


Carlos Morais dos Santos
Cônsul da Soc. Internac. Poetas Del Mundo


www.delasnievedaspet.com.br - www.pantanalms.tur.br - www.lunaeamigos.com.br
http://www.delasnievedaspet.com.br/embaixadora_universal_da_paz.htm
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=600
http://grupobrasilmostratuacara.blogspot.com/

LOGO CEDO, COM O SOL DESTA MANHÃ DE NOVEMBRO, REVI, COM DEMORADO OLHAR DA ALMA, O POEMA DE DIÓGENES DA CUNHA LIMA AO GUAPORÉ. (15-11-2010)

NILO PEREIRA
DIÓGENES DA CUNHA LIMA

GUAPORÉ
(Poema jacente e subjacente em discurso de Nilo Pereira)
Autor: Diógenes da Cunha Lima



Guaporé, velho solar
Abandonado nas sombras,
Afrancesado, ruínas,
Visíveis galgos de louça
Vigiam homens de outrora.
Um repuxo d'água canta
Sua cantiga molhada
As estátuas lá em cima
Simbolizando o Trabalho,
Agricultura e Comércio,
Lampiões de cada lado.
Da porta quase desfeita
Um jardim, verde sem fim,
Ladeia a sóbria mansão.

Em frente, a casa de banhos
Semelha simples igreja
Paredes encobrem a nudez
Banhista d'água corrente.
A brisa toma a manhã
E cobre o canavial,
Cambiteiro descoberto
Cantando, vem, bem-ti-vi.
E o neto da casa, sábio,
Os olhos vazando o tempo
Vê coisas, paisagens, gente,
Presenças de antigas eras.
Na solidão animada,
Nos verdes do vale sonho,
Vicente Ignácio Pereira,
Barba à Pedro II.
Reconstrói sua morada.
Suas botas de Senhor
(Desenhos no couro cru)

Pisam no chão encharcado.
Às suas ordens tijolos
E argamassa se casam
Enquanto a cana açucara
No parol, a almanjarra,
Garapa, mel, rapadura,
Rolete, canavial,
Cachaça de bagaceira.
Vicente Ignácio Pereira
Cuida de muitos doentes,
Escreve de experiência
Sobre cólera mortal,
Lê contos, faz jornalismo,
E assegura a vitória
Do Partido Liberal.

Lembra que foi Presidente
Da Província Rio Grande
Na seca mor dos Dois Sete,
Victor de Castro Barroca
Vai por seu mando ajudar
Aos retirantes, no vale.
Vicente Ignácio Pereira
Dá ordens para o passado
E o Guaporé logo expulsa
Seu silêncio espectral.
O salão nobre se enche
Da melhor gente da terra
Em faustos, recepções.
Augusto Meira recita
Seu romantismo, amores,
Juvenal louva com graça

As virtudes da preguiça.
No salão nobre os Barões
Do Ceará-Mirim assistem
A toda festa, ar sisudo,
Nos retratos da parede
Iluminada do espanto
Das arandelas azuis.
Dobé, Izabel Augusta,
Tão caridosa, tão santa,
Interroga: onde é que está
Meu neto Nilo? O engenho
Desmorona com a vida?
Vou morar na Rua Grande?
Na sala azul e conversa
São as cenas da moagem.
História do "São Francisco"
Repetida a toda gente:

No ano sessenta e oito
Insistiram com o Barão
Toda a vantagem haveria
De assumir a Presidência
Da Província, potiguar.
Demais, estando em Natal
Evitaria a doença
Um surto de catapora
Que assolava no vale.
O Barão pouco pensou
Pra responder, afirmando:
Eu prefiro as cataporas.
E ficou na Casa Grande.

Anoitecendo no vale
Os sinos de uma capela
Tocam chamando o silêncio.
Tia Augusta vai cantar
Para o menino dormir
Cantigas de antigamente.
A vida, a sorte, a madrasta
Carinho de mãe não tem:
"Carpinteiro de meu pai
Não me cortes os cabelos
Que minha mãe penteou,
Minha madrasta cortou
Pelo figo da figueira
Que o Passarim beliscou".

Na sala de rosa cor
Explode o riso das moças
Tia Augusta Vaz Pereira
Toca valsas no piano
De cauda, sons multicores.
Retrato de sinhá-moça
Belinha, Pacheco Dantas,
Encantada mas risonha,
Ama os saraus da família.

Tio Riquete Pereira
Levemente aborrecido
Com leitura interrompida
Fecha o volume de Eça
No sofá, frisos dourados,
De repente, tudo volta:
Pára a moenda, alambiques,
Uma procissão de sombras
Se mistura a todos nós
No mistério da ausência,
Os pirilampos do vale
São círios da noite escura,
O Guaporé remergulha
Na quietude da morte.
O tempo, velho alquimista,
Joga o verde em nossos olhos,
Dá outra vida ao-que-foi
Na beleza restaurada:
Deus caprichou neste vale
Na manhã da criação
Em verde, luz, soledade.
********************************************************************
NOTA: Esse poema foi declamado pelo próprio Diógenes da Cunha Lima,
a meu pedido, em agosto de 1994, no Teatro Alberto Maranhão, quando da realização de um evento sócio-cultural-filantrópico, que intitulei: Quando Setembro Chegar, em prol dos idosos do Instituto Juvino Barreto.
Hoje cedo enviei-o à Ceicinha Câmara, em Portugal, para que postasse no seu blogue. Há pouco, quando cheguei em casa, aproveitei para deixar os leitores com esse momento maravilhoso do poeta do baobá!


Postado em 15-11-2010

ELEGIA PARA O ESCRITOR NILO PEREIRA - BARÃO DO SOLAR GUAPORÉ, POR DORIAN GRAY CALDAS (16-11-2010).

"LÚCIA HELENA, MINHA PEREGRINA DAS NOITES DO VALE:

BASTAVA-ME A VISÃO DA CASA GRANDE DO ENGENHO GUAPORÉ, PARA ME SENTIR EM CASA. OLHAR AQUELE CENÁRIO TÃO NOSSO, A CASA IMPONENTE - COMO UM ARQUIVO SAGRADO GUARDANDO O PASSADO DOS NOSSOS ANCESTRAIS! A CASA ANTES TÃO BELA E BEM CUIDADA, OS JARDINS DE FRENTE ERAM LINDOS, MAMÃE CUIDOU DELES, ALGUMAS VEZES, COM TIA AUGUSTA. AGORA PARECE-ME UM MUNDO DESFEITO E ALGUMA VOZ LÁ DENTRO COMO A PEDIR SOCORRO. ONDE ESTARÃO TODOS ELES? E COMO ESSA CASA FICARÁ DEPOIS QUE EU INICIAR A MINHA OUTRA PEREGRINAÇÃO, MAIS ALÉM"? (MAIO DE 1985 -NP)
NILO PEREIRA)

ELEGIA PARA O ESCRITOR NILO PEREIRA -
BARÃO DO SOLAR DO GUAPORÉ
Dorian Gray Caldas (*)


Voltas ao Solar
Que habitavas menino.
Em cada palmo de chão
as linhas de tuas mãos.
A casa abre as janelas
aos verdes canaviais.
A palma verde da cana
Agitada pelo vento
sopra o azul longe / perto
distâncias no teu afeto.
A Casa agora
te recebe vazia
mas ascende na memória
os retratos, os marquesões
os anacrônicos segredos
na linha do parentesco.
Identifica a matéria
das porcelanas antigas
o relógio na parede
a hora parada
nos dois ponteiros abertos
como os braços de um espantalho.
Ah! Coletes de fina seda
paredes com papel china
louças de Sévres herdadas
gargântuas de mármore lavrado
ferros de flores bordados
na transparência das asas
das chamas da lamparina.
Ah! Tempo de pés descalços
massapê na chuva fina
vidraça quebrada no imprevisto
acerto do estilingüe.
Ah! Poeta de olhos atentos
na leitura dos vidros
das lentes do bifocal.
Como defender seus brasões
feitos de alfenim e de cal
e a heráldica argamassa
dos portais da Casa - Grande?
Nos retratos da parede
a leitura estremecida:
luvas, chapéus,
a flor no peito - vermelha
os mortos dentro do luto
os avós que se agitam
no sofá de antigamente.
E só a morte permite
a intimidade mais cúmplice
na distância do imprevisível.
Voltas à terra de origem
entre os verdes desiguais
abre as portas da frente
a dos seus campos gerais.
Barão do Guaporé
latifundiário da poesia
escritor de longo curso
resgatas
a tua origem.
A tua palavra profunda
separada do teu corpo
som da verdade da tua alma
reinventa o tempo perdido.

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Dorian Gray Caldas nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1930. É artista plástico e ensaísta brasileiro.
Atuou como assessor da Secretaria Estadual da Cultura do Rio Grande do Norte (1967-1968) e da Fundação José Augusto (1974) e foi diretor do Teatro Alberto Maranhão (1967-1968).
Em 1989 publicou Artes Plásticas do Rio Grande do Norte 1920—1989.É imortal da Academa Norteriograndense de Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN e de outros órgãos congêneres.
Confeccionou e vendeu a sua arte em tapeçaria por vários estados brasileiros e países estrangeiros.

Orador de valor absoluto, tem ministrado conferências ao longo do tempo, bem como, exposições de artes plásticas incontáveis.
Dorian Gray que tem o condão de fazer amigos e cultivá-los.

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Abrindo gavetas encontro essa Elegia dedicada ao amigo de saudosa memória - Nilo Pereira - que tenho a honra de postar neste espaço de diversidades culturais.

Publicado em 16-11-2010 no meu blog www.outraseoutras.blogspot.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CARTA DE ROBERTO PEREIRA A ORMUZ SIMONETTI, A PROPÓSITO DA POSTAGEM DO POEMA DE DIÓGENES DA CUNHA LIMA, AO VELHO SOLAR -GUAPORÉ.


Meu caro Ormuz:

Emocionado, apesar da tardança do horário e, à Drummond, cansado das canseiras desta vida, em plena madrugada, acessando o seu site, eis a surpresa do Guaporé, onde se situa, teimosa e resistentemente, o Museu Nilo Pereira, ocorreram-me somente palavras de agradecimento à sua sensibilidade e a sua “eterna vigilância” em clamar/preservar o patrimônio material e imaterial do Ceará Mirim de saudosas lembranças para a família Pereira, porque, cidade mágica e por ser a Pátria espiritual do meu saudoso pai, como assim se referiu o escritor Edgar Barbosa, passou a ser também pátria de todo o seu rebento, “filhos do sol, netos da lua”.

O poema do escritor Diógenes da Cunha Lima, deveria ser editado em poster e distribuído nas escolas, ofertado, também, aos visitantes do nosso Ceará - Mirim. Conversando com a prima e escritora Lúcia Helena - arte e talento na preservação da memória de Nilo Pereira - é o que costumo ouvir da lavra intelectual dela, que, nilopereirianamente, tem sido uma intérprete da obra de papai, da identidade deste com a cidade, onde “verde nasceu no engenho Verde Nasce”.

Prezado Ormuz: muito, muitíssimo grato a esse espaço que você disponibiliza ao RN, à região Nordeste, ao Brasil e ao mundo, enfocando Nilo Pereira, o Guaporé, o Ceará Mirim.
Nesta semana, de 11 a 15 de maio, estarei em Natal, assoberbado por um evento internacional, a 20ª BNTM - Brazil National Tourism Mart -promovido pela Fundação CTI Nordeste que, há 12 anos, me tem como secretário executivo. Vou adequar a minha agenda para andar os bons caminhos do Ceará Mirim, como a refazer as inúmeras visitas feitas ao lado de Nilo, que, ao adentrar a cidade, exclamava/declamava: “esta é a ditosa pátria minha amada”, do poeta maior, Camões, no seu poema épico Os Lusíadas. Para, em seguida, ele puxar Os engenhos de minha terra, que, na primeira estrofe, dizia: “Dos engenhos de minha terra, só os nomes fazem sonhar: Esperança! Estrela d'Alva! Flôr do Bosque! Bom-Mirar!”

Além de assoberbado, a minha mulher, Elaine, vai levando o meu/nosso netário, Mariana, Marcela e Rafaela, que, na parte do lazer, já me entregaram uma programação que contempla as dunas, as falésias, passeios de bugre etc, mas ainda não se reportaram à terra do bisavô, tampouco - são crianças - à civilização do açúcar, tão inerente ao Ceará - Mirim.

Desculpe-me, Ormuz, a espichada, mas você tocou o meu coração, em cujo altar de amor e devoção, está, íntegro e integral, o meu pai.

Forte abraço

Roberto Pereira. (081 – 9272 6264)

NOTA: Pego uma carona na sensibilidade do meu primo Roberto, para informar, com viva alegria, que Diógenes declamou esse poema ao solar Guaporé, em 1994, no Teatro Alberto Maranhão, a meu convite, quando da realização do evento: "Quando Setembro Chegar".
Este ano, mandei o poema para Ceicinha Câmara que o postou em seu blog: www.nlusofonia.blogspot.com.
Vale lembrar e louvar o exercício sentimental e telúrico de Ormuz Simonetti, na preservação do patrimônio histórico do meu vale cearamirinense. Grata!

A LINDA CIDADE DE PORTO ALEGRE/RS, TERRA DA DRA. HILDA FLORES, TERÁ OS AUTÓGRAFOS DO DICIONÁRIO DE MULHERES DIA 17-05-2011.

HILDA FLORES

DUAS GRANDES ESTRELAS DA MPB E MÚSICA POTIGUAR, DODORA CARDOSO E HÉLIA BRAGA ESTÃO BOMBANDO NOS FINAIS DE SEMANA DO PRAIA SHOPPING MUSICAL.

DODORA CARDOSO
HÉLIA BRAGA QUE LEVA SEU SHOW "OLHOS D´ÁGUA" POR ESSE MUNDÃO AFORA!


TEMPORADA DE SHOWS NO PRAIA SHOPPING MUSICAL

DIAS DE MAIO - 07 (SAB) - 14 (SAB) - 20 (SEX) e 28 (SAB)

DETALHE IMPORTANTE : DIA 20- 05 - É O ANIVERSÁRIO DE HÉLIA BRAGA!


CONTAMOS COM VOCÊS!


BJS E BENÇÃOS,

DODORA CARDOSO

http://youtu.be/foPP8inWsgw